Transporte de material médico hospitalar: 7 cuidados para atender as normas da Anvisa

A logística e o transporte de material médico hospitalar são um desafio para todas as empresas que atuam no segmento, desde fabricantes, distribuidores até transportadoras terceirizadas.

Como se tratam de materiais sensíveis, é preciso seguir uma série de regras normatizadas pela Anvisa, para garantir a qualidade dos materiais e a segurança do paciente.

A falta de um controle eficiente nesses processos pode acarretar em desvios de qualidade de produtos de saúde durante seu transporte a  farmácias, drogarias, postos de saúde e hospitais, por exemplo.

Por isso, neste post, vamos discorrer sobre alguns cuidados necessários para que esse transporte seja o mais eficiente possível. Confira.

7 cuidados no transporte de material médico hospitalar

  1. Possuir as autorizações necessárias

Antes de qualquer coisa, uma empresa que realiza o transporte de material médico hospitalar precisa das autorizações necessárias a essa atividade. É necessário obter uma AFE (Autorização de Funcionamento de Empresa) junto à Anvisa.

O transporte de cada tipo de material, no entanto, requer uma AFE diferente. Ou seja, uma empresa que possui uma AFE (Autorização de Funcionamento) para transportar medicamentos ou saneantes, por exemplo, não está autorizada a transportar produtos ou correlatos para a saúde. Além disso, é necessário obter a VISA, uma licença emitida pela vigilância sanitária.

Já para medicamentos de controle especial, é preciso adquirir uma AE (autorização especial) e contar com o acompanhamento de um farmacêutico durante o transporte, de acordo com a resolução 433, do Conselho Federal de Farmácia.

2. Criar um Manual de Boas Práticas

As empresas que atuam com o transporte de material médico hospitalar precisam ter um Manual de Boas Práticas, contendo os procedimentos necessários à garantia da qualidade durante todo o processo.

O manual precisa ser de conhecimento de todos os colaboradores da empresa, contendo normas de higiene, limpeza, climatização, manuseio de produtos e todas as atividades ligadas ao transporte de materiais hospitalares. Ele também deve estar de acordo com as normas e legislações vigentes.

3. Armaznar os materiais de acordo com a legislação

A armazenagem dos materiais no almoxarifado e também durante o transporte precisa seguir cuidados especiais para que preservem a qualidade. As regras são definidas de acordo com o sistema de instalação e o layout adotados.

É preciso possuir um local climatizado de acordo com os produtos armazenados e identificar os materiais conforme determinados parâmetros, como fragilidade, combustilidade, volatização, oxidação, intoxicação, etc.

4. Realizar treinamentos constantes

O Manual de Boas Práticas irá conter todas as informações necessárias para que os colaboradores da empresa possam atuar de forma a atender a legislação do transporte de material médico hospitalar. No entanto, é preciso realizar treinamentos frequentes para conscientizar a todos da necessidade de seguir à risca o manual.

Alguns tópicos a serem abordados nesses treinamentos são: controle de temperatura e umidade; autoinspeção do sistema de qualidade; qualificação de fornecedores; conservação, limpeza e manutenção de equipamentos; controle de pragas; macrofluxo de trabalho; sistemas de qualidade; vestuário e conduta, etc.

5. Seguir as especificidades dos fabricantes

Além das práticas disseminadas dentro da empresa, é preciso também seguir cuidados próprios de cada fabricante no transporte de material médico hospitalar. Esses cuidados constam nas embalagens do produto que será objeto do transporte.

Alguns produtos podem inclusive sofrer alterações de características e perder a esterilidade devido ao transporte incorreto.

6. Ter protocolos bem definidos de recebimento e conferências

O recebimento de materiais hospitalares acontece em quatro fases: entrada de materiais, conferência quantitativa, conferência qualitativa e regularização. Irregularidades e divergências com relação ao contrato, sendo insanáveis, devem ser motivo de recusa de recebimento.

As conferências acontecem de forma quantitativa e qualitativa. A quantitativa certifica se a quantidade de materiais declarada pelo fornecedor na nota fiscal corresponde à quantidade recebida. Já a qualitativa garante a adequação do material ao seu fim, com uma análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica, confrontando as condições contratadas na Autorização de Fornecimento com as consignadas na Nota Fiscal pelo Fornecedor.

7. Possuir um ERP especializado

Com um software de gestão especializado na área de saúde, muitos problemas no transporte de material médico hospitalar podem ser minimizados, com a automação de muitos processos.

A Visto Sistemas, por exemplo, oferece soluções que, além de gerenciar todos os processos internos de uma empresa ligada à área de saúde, também facilitam a rastreabilidade e o armazenamento de produtos, registrando e rastreando lotes e número de série de materiais utilizados por meio de etiquetas com código de barras e RFID, controle de não conformidades, gestão de validade de produtos e registros, inventário por endereçamento, relatório gerencial de rastreabilidade (com entradas e saídas, por exemplo), sendo todos esses processos de acordo com as normas da Anvisa.

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