Saiba como otimizar a rastreabilidade do material consignado

A consignação de insumos hospitalares é um processo sensível que pode gerar dor de cabeça frequente aos gestores quando não realizado dentro de boas práticas. 

Para saber como otimizar a rastreabilidade do material consignado em hospitais, nos acompanhe neste artigo em que vamos abordar aspectos pertinentes do problema.

O que é o material consignado 

Antes, no entanto, é preciso lembrar algumas definições. O material consignado é todo aquele em que a venda do fornecedor para o cliente final é intermediada por consignatários. 

No caso dos hospitais, como se sabe, o fornecimento de materiais e equipamentos em consignação é fundamental dada a natureza da atividade hospitalar. 

No caso de centros cirúrgicos, por exemplo, o termo consignado pode ser aplicado a todo material cirúrgico ou implante emprestado para um procedimento específico. 

Lembrando que o material ou implante deve ser devolvido ao fornecedor após o uso.

Por ser um sistema em que todos ganham, a consignação de insumos é uma prática que cresce ano após ano nas rotinas hospitalares. Mas também gera dúvidas, preocupações e dificuldades operacionais. 

Questões pertinentes ao uso de de material consignado

Entre as questões que aparecem no dia a dia há dúvidas como as seguintes. Como otimizar o processamento do material consignado de modo a reduzir o tempo entre a efetiva entrega no hospital e o seu uso em determinado procedimento cirúrgico? 

Como usar insumos consignados que apresentam padrões de processamento diferentes? 

Como receber os documentos que atestam a limpeza dos insumos ou mesmo as informações descritivas dos processos a que esses materiais consignados foram submetidos antes de chegar ao hospital?

Ou como evitar que o material consignado seja levado diretamente ao centro cirúrgico antes de passar pelo centro de material de esterilização (CEM)? 

Ou qual a melhor forma de atestar situações em que o hospital não está envolvido, e a comercialização do insumo consignado se dá entre o cirurgião e o fornecedor?

Práticas e sistemas que otimizam o rastreamento

Se não é novidade que o uso de material hospitalar consignado exige mais atenção se comparado aos outros itens. Também não é o fato de que já existem práticas e sistemas que otimizam esse rastreamento. 

Isso é importante tendo em visto as diferentes normas para faturamento desses itens nas contas hospitalares, como o requisito de incluir a embalagem do produto na folha de sala do paciente, como é feito em alguns casos, ou a comprovação que o produto está inserido no paciente por meio de exames radiológicos.

Essencial para combater alguns dos maiores problemas da rotina hospitalar

A rastreabilidade, uma das soluções tecnológicas mais empregadas no setor, é essencial no combate de um dos maiores problemas que um hospital pode passar: a ocorrência de fraudes e acordos suspeitos entre médicos, enfermeiros e fornecedores, podendo trazer prejuízos para todos os envolvidos. 

A realização de inventários periódicos, a qualificação dos fornecedores, a avaliação da saída de produtos e o treinamento contínuo da equipe são práticas que garantem eficiência nos processos hospitalares, além de segurança e ética no ambiente hospitalar.

Tudo isso é facilitado pela rastreabilidade, que nada mais é do que a capacidade de reconstituição da trajetória de um determinado produto na cadeia logística, através de registros. 

Uma rastreabilidade eficiente permite recuperar o histórico, a aplicação ou a localização de uma atividade, um processo ou um produto.

Controle de rastreabilidade por meio de número de série, Rfid ou QR code

Torna possível saber a origem, matéria prima, destino e uso de produto. E por tudo isso é também, como se sabe, uma exigência legal para hospitais que trabalham com órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs). 

O controle de rastreabilidade feito por meio do número de série, RFID ou QR Code do material e do lote em questão permite que se façam relatórios sobre as entradas e saídas de produtos, além da checagem de registro por item da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Benefícios de se otimizar a rastreabilidade

Portanto, ao otimizar a rastreabilidade do material consignado empregando-se soluções inovadoras como o recentemente lançado Field Service, da VISTO, o gestor hospitalar garante não só a avaliação e acompanhamento do paciente que recebeu o produto, mas também a segurança e saúde desse paciente e de todo o sistema. 

Entre os benefícios de se otimizar a rastreabilidade estão: 

  • Gerenciar riscos, evitando distribuição de produtos com falhas;
  • Proteger a marca do produto e da empresa;
  • Reduzir perdas, avaliando tendências de consumo (são materiais de alto custo);
  • Reduzir custos, fazendo recolhimento rápido de produtos antes de agravos;
  • Controlar a localização dos produtos e, consequentemente, facilitar a logística em empresas distribuidoras;

Fica a evidência então de que a rastreabilidade pode ser usada pelas empresas para gestão de negócio e não somente para cumprimento das normas.

No Field Service da VISTO existe uma área apenas dedicada à rastreabilidade. 

Na área Hospitais, o usuário acessa a lista de unidades que têm materiais consignados e pode aplicar filtros para organizar de modo a visualizar, por exemplo, todos que estão na contagem e todos que já tiveram a contagem finalizada, entre diversas outras ações.

Outros posts que você também pode gostar...